Página 68 de 72 PrimeiroPrimeiro ... 1858616263646566676869707172 ÚltimoÚltimo
Exibindo resultados 671 a 680 de 716

Tópico: Tópico Oficial Sobre Astronomia

  1. #671
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://mensageirosideral.blogfolha.u...ncha-vermelha/




    Astronomia: Na cara da Grande Mancha Vermelha

    POR SALVADOR NOGUEIRA
    Sonda Juno realiza hoje um voo rasante sobre a Grande Mancha Vermelha de Júpiter.




    CARTÃO POSTAL
    É difícil pensar em algo que seja, ao mesmo tempo, tão hipnoticamente encantador e apavorante quanto a Grande Mancha Vermelha de Júpiter, um “cartão postal” clássico do Sistema Solar. Embora os registros mais seguros dela comecem em 1830, há quem diga que ela já é vista ao telescópio desde 1665. Uma tempestade que perdura por quase 400 anos — e quem sabe quanto mais?
    É HOJE!
    Pois bem. Para os fãs da Grande Mancha Vermelha, hoje é um dia especial. É quando a sonda Juno faz seu primeiro sobrevoo dela. Jamais uma espaçonave passou tão perto antes, e a Nasa promete que todos os oito instrumentos estarão ligados, colhendo uma montanha de dados — e imagens — da principal marca registrada do rei dos planetas solares.
    SETE ÓRBITAS E UM ANO
    Há um ano, a Juno chegou a Júpiter, com a meta de decifrar sua estrutura interna e matar a charada de sua formação. Posicionada numa órbita alongada, ela realiza um sobrevoo próximo do planeta a cada 53 dias. Às 22h55 de hoje, estará a meros 3.500 km do topo das nuvens jovianas. E, apenas 11 minutos depois, já um pouco mais longe, passará sobre a Grande Mancha Vermelha.
    VAI FUNDO
    A JunoCam, câmera de luz visível, estará apontada para lá, assim como sensores de rádio, infravermelho e ultravioleta. Com isso, a Nasa espera registrar não só detalhes da estrutura superior das nuvens como também ter pistas do que existe abaixo delas, a centenas de quilômetros de profundidade — uma busca pela raiz do persistente fenômeno.
    PARA GUARDAR
    Embora a Grande Mancha Vermelha já esteja na mira dos nossos telescópios há séculos, ainda não compreendemos mesmo aspectos básicos, como o porquê de sua cor vermelha e quais são os turbulentos processos que a sustentam. E, para tornar tudo mais emocionante, sabemos que ela tem encolhido, e rápido, ao longo das últimas décadas. Será que ela vai voltar a crescer? Vai sumir de vez? Não sabemos. Mas, depois de hoje, pelo menos poderemos dizer que não perdemos a oportunidade de olhá-la bem de perto.
    A Nasa diz que as imagens do sobrevoo devem ser divulgadas na sexta-feira (14).
    A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.
    Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  2. #672
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://mensageirosideral.blogfolha.u...rela-ja-vista/




    A menor estrela já vista

    POR SALVADOR NOGUEIRA
    Um grupo internacional de astrônomos acaba de apresentar a descoberta da menor estrela já vista. Localizada a 600 anos-luz de distância, ela tem tamanho comparável ao do planeta Saturno e por muito pouco não lhe faltou massa suficiente para “acender”.
    O achado veio por conta do Projeto EBLM, voltado para o estudo de binárias eclipsantes de baixa massa (este é o significado da sigla, e, a propósito, não se desespere, você logo vai entender o que isso significa). A ideia era justamente procurar as menores estrelas que o Universo é capaz de produzir.
    O trabalho foi aceito para publicação no periódico “Astronomy & Astrophysics” e dá importantes passos para investigar a fronteira limítrofe entre estrelas, planetas e tudo que há entre os dois.
    A pesquisa envolve vários pesquisadores consagrados em busca de exoplanetas, como Didier Queloz e Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, e não por acaso. Como se pode imaginar, essas miniestrelas — chamadas de anãs ultrafrias — não são lá muito brilhantes, o que torna difícil encontrá-las.
    Por isso, os cientistas decidiram usar um método já consagrado na busca por exoplanetas para sair em seu encalço. Só que, em vez de observar reduções de brilho na estrela causadas pela passagem de um planeta à frente dela, o que eles veem são os trânsitos de um par de estrelas num sistema binário — as tais das binárias eclipsantes de baixa massa!
    Como praticamente metade de todas as estrelas são binárias, esse é um bom método para encontrar pequenas estrelas — usando suas companheiras maiores como um “farol”. E foi assim que eles acharam a pequenina EBLM J0555-57Ab (nome simpático, né?). Ela estava orbitando uma estrela similar ao Sol, bem maior que ela, completando uma volta a cada 7,8 dias.
    Ao observar o trânsito de uma estrela à frente (e atrás) da outra, é possível estimar o raio da pequenina. E os pesquisadores fizeram isso com o telescópio Trappist — o mesmo usado para descobrir o hoje famoso sistema Trappist-1, uma anã ultrafria com sete planetas de porte terrestre — e com o telescópio Euler, ambos instalados no Chile.
    Detalhe: eles descobriram que a estrela de tipo solar em torno da qual orbitava EBLM J0555-57Ab também, por sua vez, estava gravitacionalmente presa a uma outra estrela de tipo solar, mais afastada, que eles chamaram de EBLM J0555-57B. Ou seja, A e B giram uma ao redor da outra, e Ab gira bem pertinho, só ao redor de A. Um sistema triplo.
    Em paralelo, os pesquisadores também usaram o espectrógrafo do Euler, o CORALIE, para medir o bamboleio gravitacional produzido pela pequena Ab sobre a estrela A. Com isso, vinha uma estimativa precisa de sua massa.
    Resumo da ópera: EBLM J0555-57Ab tem um diâmetro comparável ao de Saturno (84% do de Júpiter) e uma massa 85 vezes maior que a de Júpiter.
    “Nossa descoberta revela quão pequenas as estrelas podem ser”, disse, em nota, Alexander von Boetticher, primeiro autor do estudo e estudante de mestrado na Universidade de Cambridge. “Se essa estrela tivesse se formado com uma massa apenas um pouquinho menor, a reação de fusão do hidrogênio em seu núcleo não poderia ser sustentada, e a estrela teria em vez disso se transformado numa anã marrom.”
    Anã marrom? O que é isso? Bem, faremos agora um breve mergulho no mundo encantado das classificações de objetos de tipo estelar.
    ENTRE ESTRELAS E PLANETAS
    Vamos combinar que todas as divisões que criamos para classificar astros são arbitrárias. Nós os colocamos em certas “gavetas” para facilitar nossa compreensão de características comuns que esses objetos podem ter, mas a natureza não é tão preciosista assim. O que ela faz, na verdade, é usar a gravidade para criar bolotas de matéria comprimida, nos mais variados tamanhos e com as mais diferentes massas.
    Quando uma dessas bolotas atinge massa suficiente, sua gravidade se torna tão forte e comprime com tanta força o núcleo do astro que, lá dentro, núcleos atômicos começam a grudar uns nos outros. O processo é conhecido como fusão nuclear e libera grandes quantidades de energia, seguindo a clássica fórmula E=mc2, cortesia de Einstein. Quando uma bolota faz isso, é oficial: ela é uma estrela. E é esse processo que as faz brilhar.
    Bolotas como Júpiter, contudo, estão bem longe de conseguir fazer isso, criando uma divisão aparentemente segura entre duas categorias — planetas gigantes de um lado, estrelas de outro.
    Olhando além do nosso quintal, contudo, as coisas ficam mais complicadas. Há estrelas bem menores que o Sol, e planetas bem maiores que Júpiter. Com efeito, em todos os degraus da escada imaginária que conduziria de um andar ao outro há um punhado de objetos.
    Tanto que foi preciso criar uma categoria intermediária — um mezanino, por assim dizer — nessa brincadeira: na loja de departamentos do Universo, é lá que encontramos as prateleiras com as anãs marrons.
    As anãs marrons são o que se pode chamar de “estrelas abortadas”. Elas se formam em geral pela mesma rota que astros como o Sol nascem — reunindo gás a partir de uma nebulosa que se comprime em razão da gravidade –, mas não conseguem juntar matéria suficiente para realizar fusão nuclear sustentada. No máximo, conseguem fundir alguns poucos núcleos atômicos mais suscetíveis, durante um curto período de tempo (nas escalas astronômicas), e dali em diante só se resfriam, como seus irmãos menores, os planetas.
    Os astrônomos tiveram de escolher em que degraus da escala colocariam o mezanino, e ficou definido, de forma mais ou menos arbitrária, que as anãs marrons têm massas entre 13 e 80 vezes maiores que a de Júpiter. Menos que 13 e uma bolota de matéria não conseguiria nem ao menos realizar aquele “traque” de fusão nuclear, e mais que 80, espera-se que ela possa gerar energia como o Sol, fundindo hidrogênio (o mais simples e, disparado, o mais abundante dos elementos químicos no Universo) em hélio.
    Pois bem. EBLM J0555-57Ab está no segundo andar, mas doida para cair no mezanino, com apenas 85 vezes mais massa que Júpiter. Ela é oficialmente uma estrela, mas por realmente muito pouco.
    Uma comparação dos parâmetros e dimensões de Júpiter, Saturno, EBLM J0555-57Ab e Trappist-1 (Crédito: Sarah Collins/Universidade de Cambridge)Em termos da massa, o astro recém-descoberto empata com Trappist-1. Mas, enquanto Trappist-1 tem o tamanho aproximado de Júpiter, EBLM J0555-57Ab é ainda menor e mais comprimida, cabendo no volume de Saturno.
    Existe uma grande ambição de entender melhor o comportamento dessas estrelas menores. Além de serem as mais abundantes no Universo, elas são as mais promissoras, ao menos com nossas tecnologias atuais, para a busca de planetas habitáveis ao seu redor. Compreender os hábitos desses astros, portanto, é uma prioridade imediata para os astrônomos.
    Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  3. #673
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://mensageirosideral.blogfolha.u...ha-de-jupiter/


    Nasa divulga primeiras imagens do sobrevoo da Grande Mancha Vermelha de Júpiter

    POR SALVADOR NOGUEIRA
    A equipe responsável pela sonda Juno, da Nasa, já divulgou as primeiras imagens produzidas pela JunoCam — a câmera de luz visível da espaçonave — durante o sobrevoo rasante da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, realizado na segunda-feira (10). Elas foram divulgadas no site da missão hospedado no portal do Instituto de Pesquisas do Sudoeste (SwRI), que você pode visitar aqui.
    São três imagens ao todo, mostrando a grande marca registrada do Sistema Solar de variadas altitudes: 13.917,4, 9.866,1 e 6.276,3 km. A segunda dessas reflete o momento em que a Juno passou exatamente sobre a Grande Mancha Vermelha. Na aproximação máxima do planeta, a sonda passou a meros 3.500 km do topo das nuvens jovianas.
    Veja a sequência completa, com direito a zoom.




    As imagens foram compostas a partir de três fotos diferentes, cada uma captando filtros de uma faixa de cor — verde, vermelho e azul. Combinadas, elas dão uma visão aproximada de como veríamos Júpiter com nossos próprios olhos, se estivéssemos a bordo da Juno.
    Claro, esse é só um aperitivo — uma primeira divulgação, claramente para atender à ansiedade do público. Essas imagens devem passar por processamento adicional (e o público participa disso, com acesso às imagens brutas) para que se possa extrair mais detalhes.
    A propósito, veja uma primeira imagem processada (por Gerald Eichstädt) para mostrar, com exagero de cores, as nuances da mancha. É de babar.
    Imagem processada por Gerald Eichstädt, com base no material bruto da Nasa. (Crédito: NASA/SwRI/MSSS/Gerald Eichstädt /Seán Doran)Além disso, temos de lembrar que a JunoCam — a câmera de luz visível — é só uma “cereja do bolo” na missão. O que conta mais são os resultados obtidos com os outros sete instrumentos embarcados, que sondam campos magnéticos, micro-ondas, infravermelho e ultravioleta. Com eles poderemos saber o que se esconde “por baixo” da Grande Mancha Vermelha e, assim, ter um melhor entendimento da dinâmica dessa tempestade gigante joviana que está rolando há pelo menos 350 anos.
    Há muitas questões em aberto sobre ela, como o porquê da cor avermelhada das nuvens e se o encolhimento visto em tempos recentes é sinal de que ela está para sumir. Portanto, não saia daí.
    Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

    0 Not allowed! Not allowed!
    Última edição por S.Templar; em 13/07/2017 às 11:30.
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  4. #674
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    Atualizado com uma foto FODÁSTICA da mancha!

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  5. #675
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://mensageirosideral.blogfolha.u...1-anos-do-sol/




    Modelo explica o ciclo de 11 anos do Sol

    POR SALVADOR NOGUEIRA
    Há vários séculos sabemos que o Sol passa por misteriosos períodos alternados de aumento e redução de atividade, acompanhados pela inversão de seus polos magnéticos, a cada 11 anos. Agora, um grupo internacional de pesquisadores com participação brasileira parece ter descoberto por quê.
    O artigo está publicado na edição desta semana do periódico “Science” e confirma algo que (só aparentemente) é óbvio: o Sol é mesmo uma estrela de tipo solar.
    Calma, explica-se. De uns dez anos para cá, baseando-se justamente no padrão cíclico solar, surgiu entre os cientistas uma desconfiança de que o Sol poderia ser uma estrela com comportamento atípico, se comparada a astros com composição e massa similares.
    O novo trabalho desfaz essa impressão. Por meio de uma simulação rodada em supercomputador, o grupo liderado por Antoine Strugarek, da Universidade de Montreal, no Canadá, “recriou” o Sol em laboratório, e confrontou o modelo com dados observacionais e com padrões vistos em outras estrelas.
    Resultado: aparentemente tudo se encaixa.
    “Nós mostramos que o que acontece é um processo não-linear”, diz José Dias do Nascimento Jr., pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Harvard, nos EUA.
    As simulações mostraram que há um atrelamento entre o período do ciclo magnético e a influência da rotação da estrela nos processos de convecção internos. Convecção é o movimento que acontece em materiais fluidos por conta do calor. O exemplo clássico é o ar quente que sobe e o ar frio que desce, na atmosfera. No caso em questão, contudo, estamos falando de movimentos internos do plasma solar. E o campo magnético das estrelas é gerado justamente em suas camadas convectivas turbulentas.
    A simulação não só mostrou com essas inversões periódicas dos polos magnéticos podem acontecer, como também atrelou claramente o período a um parâmetro conhecido como número de Rossby, que quantifica a influência da rotação na convecção turbulenta.
    O Sol tem uma rotação aproximada de 24 dias (embora, por ser fluido, diferentes partes dele girem em seu próprio ritmo).
    Confira a seguir o mais novo episódio de CONEXÃO SIDERAL, que conversa com José Dias do Nascimento Jr. sobre esta descoberta, a importância do estudo de gêmeas solares e sua participação na missão Plato, um projeto espacial de busca por exoplanetas a ser conduzido pela ESA (Agência Espacial Europeia) na próxima década.




    Aproveitando o embalo, para ver os episódios anteriores de CONEXÃO SIDERAL, com Marcelo Gleiser, Paulo Artaxo, Duília de Mello e Mario Livio, clique aqui, e não deixe de se inscrever no canal para saber em primeira mão dos próximos programas!
    Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  6. #676
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://mensageirosideral.blogfolha.u...has-de-plutao/




    Faça um tour pelas montanhas de Plutão!

    POR SALVADOR NOGUEIRA
    Exatos dois anos atrás, em 14 de julho de 2015, chegávamos a Plutão. O sobrevoo da sonda New Horizons revolucionou nosso entendimento do planeta anão mais famoso do Sistema Solar e sua maior lua, Caronte. E, claro, a exploração científica dos dados colhida durante o frenético encontro está apenas começando.
    Para comemorar a data, a Nasa divulgou mapas altimétricos de Plutão e Caronte — que indicam basicamente a altitude do terreno nas regiões dos dois corpos celestes que puderam ser registradas com qualidade suficiente durante o sobrevoo. E, para tornar tudo ainda mais interessante, criaram um “tour virtual” pelos dois astros.




    Por um lado, os mapas destacam a qualidade das informações colhidas pela missão. Mas, por outro lado, também revelam o quanto da superfície de Plutão ainda ficou oculto. Da latitude de 30 graus Sul para baixo, por exemplo, não temos rigorosamente nada — nem imagens distantes, uma vez que o ângulo de rotação de Plutão manteve essa região permanentemente oculta das câmeras.
    Mapas de elevação de Plutão e Caronte feitos com dados da New Horizons. (Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI/LPI)Situação similar se viu em Caronte, que mantém um alinhamento permanente com Plutão, com a mesma face sempre voltada para o mesmo lado do planeta anão (e vice-versa, a propósito).
    Os mapas são interessantes, mas nada substitui o sobrevoo virtual por esses terrenos que foi possível recriar. Confira o vídeo que mostra como seria passear por sobre várias regiões de Plutão e Caronte — com um exagero de relevo de duas a três vezes o real, para permitir uma percepção visual mais detalhada dos acidentes do terreno.
    O trabalho de visualização 3D foi feito pelos cientistas Paul Schenk e John Blackwell, do Instituto Lunar e Planetário, nos Estados Unidos. É imperdível.
    Enquanto isso, a New Horizons continua sua odisseia espacial, com um encontro marcado com um pequeno objeto do cinturão de Kuiper em janeiro de 2019. A aventura continua.
    Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  7. #677
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://mensageirosideral.blogfolha.u...rano-e-netuno/


    Astronomia: Retorno a Urano e Netuno

    POR SALVADOR NOGUEIRA
    Nasa conclui estudo para enviar missão aos planetas Urano e Netuno na década de 2030.




    OS ESQUECIDOS
    Apesar de termos sondas voando pra todo lado no espaço hoje em dia, dois alvos em particular parecem negligenciados nas últimas décadas: Urano e Netuno. Não é sacanagem, e sim o simples fato de que esses são planetas muito distantes, o que torna extremamente difícil chegar até lá e se estabelecer em órbita. Mas é um desafio que a Nasa começou a encarar de frente.
    CATATAU
    A agência espacial acaba de concluir um estudo volumoso sobre como fazer para chegar a Urano ou Netuno nas próximas décadas por um preço que ela possa pagar, em torno de US$ 2 bilhões por missão.
    ÚNICA VISITA
    Motivos científicos para ir não faltam. Praticamente tudo que sabemos desses dois mundos, e não é muita coisa, veio da única sonda que passou por lá, a Voyager 2. Ela sobrevoou Urano em 1986, e Netuno em 1989. Desde então, estivemos limitados a observações ao telescópio.
    Imagem de Netuno capturada pela sonda Voyager 2, no único sobrevoo já feito deste mundo. (Crédito: Nasa)GIGANTES DE GELO
    Urano e Netuno são quatro vezes maiores que a Terra, o que faz deles gigantes gasosos. Mas são bem diferentes de Júpiter e Saturno — menores e com proporção maior de gelos na composição. Mais da metade de sua massa é feita de água, metano e amônia, o que justifica sua classificação: “gigantes de gelo”.
    E TEM AS LUAS
    Além disso, suas luas prometem ser tão interessantes quanto as de Júpiter e Saturno, possivelmente abrigando também oceanos de água líquida em seu interior — potenciais abrigos para a vida. De todas elas, destaca-se Tritão, a maior de Netuno. Ao que tudo indica, ela já foi um planeta anão, como Plutão, antes de ser capturada pela gravidade netuniana.
    CALMA LÁ
    Em seu relatório, a Nasa estudou diversas possibilidades de missões, com estimativas de custo, lançamento em 2030 ou 2031 e chegada marcada para mais de uma década depois. Tudo muito promissor, mas é importante frisar, contudo, que se trata apenas de um estudo preliminar. A ideia é que ele sirva de base para a próxima Pesquisa Decenal da Academia Nacional de Ciências dos EUA, que estabelecerá as prioridades científicas na próxima década.
    A coluna “Astronomia” é publicada às segundas-feiras, na Folha Ilustrada.
    Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  8. #678
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://mensageirosideral.blogfolha.u...ga-astronomos/




    Sinal de rádio vindo de Ross 128, estrela a 11 anos-luz de distância, intriga astrônomos

    POR SALVADOR NOGUEIRA
    E o próximo número sorteado no imprevisível bingo da busca por inteligência extraterrestre é: Ross 128. No meio da semana passada, pesquisadores ligados do radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, comunicaram a seus colegas a detecção de sinais de rádio estranhos vindos dessa pequena estrela anã vermelha a apenas 11 anos-luz da Terra.
    Com isso, a bola foi passada também a outros cientistas, dentre eles os do Instituto SETI, na Califórnia, que estão usando o Allen Telescope Array para confirmar ao menos que o sinal existe mesmo e está vindo de Ross 128. O que não vai ser fácil — o único outro radiotelescópio no mundo que seguramente poderia detectá-lo é o chinês FAST, que, no entanto, ainda está em fase de calibração.
    Esses são os fatos. Mas não, ninguém acha a essa altura que tenhamos detectado mesmo uma transmissão proveniente de uma civilização extraterrestre. Há possíveis explicações muito mais convincentes do que essa para o sinal.
    “Nós não sabemos a origem desses sinais mas há três explicações principais”, diz Abel Mendez, da Universidade de Porto Rico, líder da descoberta. “Elas poderiam ser emissões de Ross 128 similares a erupções solares do tipo II, emissões de outro objeto no campo de visão de Ross 128, ou apenas um disparo de um satélite em órbita alta, já que satélites em órbita aixa se movem rapidamente para fora do campo de visão.”
    Mendez aponta que cada uma das três explicações favoritas tem problemas. Erupções solares de tipo II normalmente ocorrem a frequências muito mais baixas, não há muitos objetos próximos no campo de visão de Ross 128 e nunca vimos satélites produzir disparos de rádio como este. Ainda assim, ele ressalta, a hipótese de inteligência extraterrestre vem no pé da lista de possibilidades.
    Por quê? Por duas razões. Primeiro, porque o sinal é tudo que não esperávamos de uma transmissão deliberada de alienígenas. Em vez de adotar uma banda estreita (como nossas transmissões de rádio, que se concentram numa única sintonia para usar melhor a energia disponível), o sinal tem uma banda larga, típica de fenômenos naturais. Ele também não está na faixa de frequências tipicamente associada à busca de inteligência extraterrestre (entre 1,42 GHz e 1,66 GHz) e sim na banda C, entre 4 GHz e 5 GHz. (Com efeito, os pesquisadores estavam colhendo dados para estudar atividade estelar e, com algum sorte, detectar planetas, mas não procurar as transmissões de um Datena alienígena.)
    Segundo, porque “inteligência extraterrestre” é, por padrão, sempre a hipótese menos provável. “Afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias”, lembra? Para ETs entrarem no jogo, precisamos descartar todas as hipóteses mais mundanas.
    Detecção original foi feita com a antena gigante de Arecibo (Crédito NAIC)O QUE EXATAMENTE FOI DETECTADO?
    O sinal consistiu em pulsos quase-periódicos, observados em 12 de maio e descobertos nos dados somente duas semanas depois. “Esse sinal não só se repetia com o tempo, mas também ia descendo pelo sintonizador do rádio, algo como um trombone indo de uma nova mais alta para uma mais baixa”, descreveu o astrônomo Seth Shostak, do Instituto SETI. “Isso era estranho, de fato.”
    Diante do mistério, novas observações foram feitas por Arecibo no último domingo (16), em parceria com o Telescópio de Green Bank e o já mencionado Allen Telescope Array. Mas ainda não foram emitidas quaisquer conclusões sobre essas novas observações.
    Ross 128 já esteve na lista de diversos programas de “escuta” SETI no passado, e nunca algo suspeito foi encontrado. Provavelmente, há uma explicação natural para essa nova descoberta — ou talvez a “clássica” interferência de rádio artificial vinda da Terra, que já “sabotou” tantos sinais promissores no passado. Mas, em ciência, nunca se pode tomar uma probabilidade por uma confirmação. É preciso checar. E os cientistas não estão perdendo tempo para fazer isso. Prometem analisar os novos dados até o final da semana.
    “Claro que é possível que Ross 128 vá perder seu anonimato e se tornar o primeiro sistema estelar a mostrar boas evidências de inteligência extraterrestre”, provoca Shostak. “Mas é provável — pelo menos com base em experiências passadas — que iremos encontrar outra explicação, menos romântica, para o mistério que no momento envolve este objeto. Essa é, claro, uma ocorrência frequente para qualquer um que conduza exploração, e dificilmente é causa para desencorajamento; é, sim, um incentivo para continuarmos a busca.”




    Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  9. #679
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://mensageirosideral.blogfolha.u...ua-ha-48-anos/




    Como a humanidade visitou a Lua há 48 anos?

    POR SALVADOR NOGUEIRA
    No dia 20 de julho de 1969, exatos 48 anos atrás, pela primeira vez uma espaçonave tripulada pousava na superfície da Lua. Apenas algumas horas após a alunissagem, Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornariam os primeiros humanos a caminhar sobre outro corpo celeste. Estava provado que a humanidade podia mesmo visitar outros mundos e não estava limitada a seu planeta de origem.
    Após a Apollo 11, outras cinco missões tripuladas realizariam pousos na Lua, entre 1969 e 1972. Depois disso, contudo, ninguém mais voltou lá. Como esta jornada incrível foi acontecer e por que não se repetiu até hoje? Seria assunto para um livro inteiro, mas não temos todo esse tempo agora. Então, em comemoração ao 48° aniversário da histórica missão, o Mensageiro Sideral traz apenas um (longo) resumo da ópera.
    No mais novo episódio de CONEXÃO SIDERAL, Buzz Aldrin relembra momentos da jornada. Logo depois, confira a incrível história de como humanos pela primeira vez deixaram nosso planeta para fazer a jornada até a Lua. E, para os bravos guerreiros que chegarem até o final do texto, algumas respostas para perguntas comuns sobre as famosas viagens que, sim, real e indiscutivelmente aconteceram.




    Cinco provas da ida do homem à Lua
    Mais cinco provas da ida do homem à Lua
    Apollo, a coleção completa de fotos


    A IDEIA (1961)
    No começo da década de 1960, os Estados Unidos estavam num duelo global pela supremacia geopolítica contra a União Soviética. Um dos aspectos essenciais dessa disputa consistia em provar superioridade tecnológica, e a conquista do espaço se tornaria uma bandeira crucial. No começo, os EUA estavam tomando uma lavada. O primeiro satélite artificial (Sputnik 1, 1957), o primeiro animal no espaço (Laika, no Sputnik 2, em 1957) e o primeiro homem em órbita (Yuri Gagarin, na missão Vostok 1, em 1961) foram todos russos. O presidente americano John F. Kennedy havia sido eleito justamente após o efeito Sputnik, acusando os EUA de estarem atrás dos russos em tecnologia de foguetes e mísseis. Quando a lavada parecia não ter fim, ele se reuniu com a chefia da recém-fundada Nasa para discutir que projeto de longo prazo estaria suficientemente distante e fosse tão desafiador que permitisse aos americanos chegarem à frente dos russos. A sugestão foi o envio de astronautas à Lua.
    O CAMINHO TECNOLÓGICO (1962-1967)
    Hoje, essa história não é contada com frequência, o que deixa a impressão de que a missão Apollo 11 nasceu do nada em 1969, como se tirada da cartola. Isso até pode encorajar pessoas a pensarem que ela foi uma fraude ou de algum modo não aconteceu como se conta. Mas qualquer um que resolva pesquisar a trajetória completa do programa espacial americano — e soviético — não terá dúvidas de sua veracidade.
    Quando Wernher von Braun e sua equipe começaram a trabalhar nos planos para ir à Lua, ainda em 1961, enumeraram todas as tecnologias requeridas para ir até o solo lunar e voltar, com um plano adequado para executá-las. Seria preciso demonstrar que humanos poderiam trabalhar no espaço, dentro e fora de suas espaçonaves, que era possível se encontrar com uma outra espaçonave em órbita, acoplar-se a ela e manobrar de forma bem-sucedida para trocar de órbita e realizar a viagem da Terra à Lua.
    Cada uma dessas etapas teria de ser completada antes que se chegasse a uma missão lunar completa, e para isso se prestaram os projetos Mercury e Gemini. As pequenas cápsulas Mercury, que voaram entre 1961 e 1963, só abrigavam um astronauta e, ao longo de seis missões, demonstraram que humanos podiam trabalhar bem a bordo de suas espaçonaves.
    Os russos fizeram o mesmo com suas missões Vostok, que ainda tinham grande vantagem tecnológica sobre as Mercury. Os russos pretendiam concorrer pela conquista da Lua e para isso iniciaram também a formulação de seus planos. Mas só chegaram aos elementos do design, o projeto secreto L3-N1, dois anos depois dos americanos, em 1963. Nas pranchetas, graças ao arrojo de Kennedy em lançar a aprovar rapidamente um projeto de grande magnitude, eles já não tinham mais a dianteira. Mas, na realidade, pareceram manter vantagem até 1965, quando o cosmonauta Alexei Leonov realizou a primeira caminhada espacial da história, com a nave Voskhod 2.
    Imagem da primeira caminhada espacial da história, feita por Alexei Leonov em 1965 (Crédito: FAI)Contudo, a Voskhod, que era só uma versão mais caprichada da Vostok, não havia sido pensada com o desafio lunar em vista e tinha uma série de limitações. Nesse sentido, era bem diferente das cápsulas Gemini americanas, que foram projetadas justamente para dar suporte ao Projeto Apollo de conquista lunar.
    Voando entre 1965 e 1966, as Geminis levavam dois astronautas em cada missão e testaram todas as tecnologias requeridas para a chegada à Lua. Além de equiparar a capacidade soviética de realizar caminhadas espaciais, as Geminis, ao longo de dez voos tripulados, foram as primeiras a realizar encontros, manobras de aproximação e acoplamento, além de voos de duração similar à requerida para a ida à Lua — mas tudo em órbita terrestre.
    Em paralelo, todos os sistemas para o projeto Apollo estavam sendo desenvolvidos — dentre eles o foguete Saturn V. Os russos tinham seu próprio foguetão, o N1, e a espaçonave L3 era basicamente um módulo de pouso lunar acoplado a uma versão do que viríamos a conhecer como as naves Soyuz. A corrida entre os dois países estava em ritmo acelerado, mas só os russos realmente sabiam disso — os planos soviéticos eram mantidos em segredo na época, e as únicas pistas que os americanos tinham deles eram fotografias tiradas por satélite das plataformas de lançamento russas.
    Não por acaso, essa época de pesquisa e desenvolvimento intensa foi a que consumiu mais dinheiro. O ano em que a Nasa gastou mais foi 1966, em que o orçamento chegou perto de 5% do total gasto pelo governo americano em todos os setores — uma fábula. Em dólares de hoje, seria algo como 45 bilhões. A Nasa de hoje, claro, gasta bem menos — cerca de US$ 19 bilhões por ano, correspondente a menos de 0,5% do orçamento total americano –, e isso ajuda a explicar porque o sucesso da Apollo jamais foi replicado.
    E, claro, para os conspiracionistas, não custa lembrar que daria para fazer uma fraude por muito menos que US$ 45 bilhões. Mas, claro, esse não foi o único custo pago para a chegada à Lua. Houve vidas em risco também.
    OS ERROS (1967)
    Russos e americanos estavam numa corrida frenética. Não havia prêmio para o segundo colocado. Isso naturalmente seria a receita perfeita para uma tragédia. E ela aconteceu — dos dois lados.
    Em 1967, os americanos já tinham uma suave dianteira sobre os russos e foram os primeiros a testar uma cápsula Apollo. O voo inaugural estava sendo preparado, e testes em solo estavam sendo conduzidos, quando, em 27 de janeiro, um incêndio acidental incinerou seus três tripulantes: Gus Grissom, Ed White e Roger Chaffee. Um escândalo — um acidente fatal com uma espaçonave em solo. A Nasa teria de fazer uma investigação e repensar diversos sistemas para sua espaçonave lunar. Era a deixa que os russos precisavam para recuperar a frente.
    Mas… eles estavam sob a mesma pressão que os americanos, com o agravante adicional de terem perdido seu projetista-chefe, o brilhante Sergei Korolev, em 1966. Um acidente do lado soviético era só questão de tempo — e nem foi muito tempo. A Soyuz 1 teria o mesmo destino da Apollo 1. Ela chegou a ir ao espaço, em 23 de abril de 1967, e ia testar a capacidade russa de encontro e acoplagem, mas uma série de falhas levaram ao fim trágico da missão — o para-quedas da cápsula falhou, e seu único ocupante, Vladimir Komarov, foi morto após ser esmagado contra o solo.
    Os russos também teriam atrasos com seu foguete N1, o que acabou devolvendo a dianteira aos americanos.




    A CORRIDA PARA A LUA (1968-1969)
    Um ano após o acidente da Apollo 1, a Nasa estava pronta para retomar os voos tripulados. Após uma série de missões automatizadas para testar os sistemas e o foguete Saturn V, em 11 de outubro de 1968 voaria a Apollo 7, que levaria o módulo de comando — a cápsula que abrigaria os astronautas no espaço — até a órbita terrestre, num voo de 11 dias.
    Os russos seguiam no encalço, e a Soyuz 3, primeira missão tripulada soviética após o acidente de Komarov, voaria em 26 de outubro.
    Os americanos ainda estavam sob risco de perder. E nunca esse perigo se manifestou de forma tão intensa como quando chegaram notícias da Zond 5, uma espaçonave soviética que levou os primeiros tripulantes a um voo circunlunar — duas tartarugas, além de um punhado de bactérias –, em setembro de 1968. Foi a primeira espaçonave a ir até as imediações da Lua e retornar para um pouso na Terra. E um voo realmente tripulado podia vir a seguir; com efeito, hoje sabemos que Alexei Leonov estava escalado para estar nele.
    Cinturões de Van Allen? Para essas tartarugas da sonda russa Zond 5, não foram problema! (Crédito: Reprodução)Os americanos não tinham planos de ir até a órbita lunar antes de 1969. A ideia era testar primeiro o módulo lunar em órbita terrestre, e só depois ir à Lua. Mas os russos obrigaram a uma mudança de planos, levando a Apollo 8 — sem módulo lunar, só com módulo de comando — a ser a primeira missão destinada a ir à órbita lunar. Ela foi lançada em dezembro de 1968, e Frank Borman, Jim Lovell e William Anders se tornaram os primeiros humanos a entrar em órbita lunar, dando dez voltas ao redor da Lua, antes de retornarem em segurança à Terra.
    A Zond 6 russa, levando mais uma vez só animais, não teve sucesso, e se espatifou na reentrada. Os problemas se dissipavam de um lado e se acumulavam de um outro. Àquela altura, os americanos já tinham confiança de ir à órbita lunar com astronautas. Faltava testar o módulo lunar e efetuar o pouso. A Apollo 9 testou os trajes espaciais lunares e o módulo lunar em órbita da Terra, e a Apollo 10 — segunda missão a ir à Lua — fez um ensaio geral: tudo foi realizado para um pouso, exceto sua conclusão. O módulo lunar foi levado a 15 km do solo e depois retornou, deixando apenas um “detalhe de Parreira” para a Apollo 11 — a alunissagem.
    Àquela altura, o Saturn V já havia se provado como confiável para as missões — o mais potente foguete já projetado.
    O foguete N1 russo, que levaria cosmonautas à Lua se ao menos conseguisse fazer um lançamento bem-sucedido. (Crédito: Reprodução)Em compensação, os russos comiam o pão que o Tio Sam amassou com o foguete N1. Seu desenvolvimento havia começado quase quatro anos após o Saturn V, seu projetista-chefe estava morto, e o projeto tinha menos recursos do que os necessários. Seu primeiro voo-teste aconteceria em 21 de fevereiro de 1969 e duraria menos de três minutos. Fracasso. Outra tentativa seria feita a menos de 20 dias da vitória americana, no dia 3 de julho. Explodiu.
    Em 16 de julho de 1969, o Saturn V levando Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins, a bordo da Apollo 11, estava pronto para partir.
    APOLLO 11 (16-24 de julho de 1969)
    Às 10h32 de Brasília, 9h32 de Cabo Canaveral, o Saturn V decolou, levando o trio de astronautas e a Apollo 11 até uma órbita terrestre baixa. Após uma volta e meia ao redor da Terra, o terceiro estágio do foguete, ainda acoplado à nave, disparou por 5 minutos e 48 segundos, colocando a Apollo 11 numa órbita translunar — a caminho da Lua.
    O lançamento do Saturn V, peça essencial para a vitória americana com o projeto Apollo (Crédito: Nasa)Por medida de segurança, a trajetória calculada era de “retorno livre”. Se algo desse errado no caminho, a nave faria um oito ao redor da Lua e retornaria para a Terra sozinha, só pela força da gravidade.
    Uma vez na rota translunar, era preciso separar a nave do foguete. O módulo de comando e serviço (batizado pelos astronautas de Columbia) se desacoplava, virava em 180 graus e se encaixava ao módulo lunar, que estava preso ao terceiro estágio do foguete, protegido por quatro painéis que se soltavam. (Um deles, inclusive, é provavelmente o tal “óvni” que dizem que Buzz Aldrin viu a caminho da Lua — ele comenta isso na entrevista acima!)
    Ao “extrair” o módulo lunar, o terceiro estágio do Saturn V era manobrado para entrar numa órbita solar e não “incomodar” posteriormente.
    A pedido dos astronautas, não houve experimentos a realizar na jornada de três dias e meio até a Lua — todos queriam estar concentrados para a fase crucial e inédita da missão. Salvo por dois ajustes de curso no caminho, o principal trabalho era se preparar para pousar na Lua.
    Em 18 de julho, Armstrong e Aldrin colocaram pela primeira vez seus trajes espaciais lunares e testaram também os sistemas do módulo lunar.
    Em 19 de julho, iniciou-se a manobra de inserção orbital lunar. Um disparo do motor do módulo de serviço por 357,5 segundos colocou a nave numa órbita elíptica, e um segundo disparo de 17 segundos circularizou a órbita com altitude em torno de 110 km.
    Em 20 de julho, checagem final do módulo lunar Eagle e, 100 horas e 12 minutos após a partida da Terra (4 dias, 4 horas e 12 minutos), ele se desacoplou do módulo de comando Columbia. Na descida, Armstrong e Aldrin; em órbita lunar, ficaria Collins.
    O módulo lunar disparou seu motor para frear e, com isso, acentuar sua descida até a Lua com a ajuda da gravidade lunar. Até aí, tudo exatamente como executado na missão de ensaio, Apollo 10.
    A etapa final da descida, contudo, seria bastante tensa. Após novas manobras e o uso do motor de descida para um pouso controlado, Armstrong e Aldrin notaram que o terreno sob a nave estava passando alguns segundos antes do esperado — eles pousariam além do sítio de pouso originalmente planejado.
    Para ajudar, o limitado sistema de computador da nave estava sobrecarregado por dados e disparando um alerta de falha constante. Armstrong teve de controlar a descida final para evitar terreno pedregoso e consumiu 40 segundos a mais de combustível do que o previsto — e menos de 30 segundos antes do limite de consumo estabelecido para o pouso.
    E então, após alguns segundos de silêncio que pareceram uma eternidade no Centro de Controle, vieram as palavras de Armstrong: “Houston, Base Traquilidade aqui… o Eagle pousou.”
    Às 17h17 de Brasília (16h17 em Cabo Canaveral), com o pouso bem-sucedido, começava um período de atividades de pouco mais de 21 horas em solo lunar — mas, claro, de todo esse tempo, a maior parte gasta dentro do módulo mesmo. À superfície da Lua, Neil Armstrong só desceu pouco mais de quatro horas após a alunissagem, às 23h39 (de Brasília). O astronauta abriu a escotilha e vagarosamente desceu à superfície, ativando a câmera para a transmissão ao vivo para a Terra enquanto estava na escada do módulo. Às 23h56 (de Brasília), colocou sua bota esquerda sobre o solo lunar. “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade.”
    Edwin Aldrin na Lua, em 20 de julho de 1969. Armstrong aparece no reflexo do capacete. (Crédito: Nasa)Cerca de 20 minutos depois, Aldrin se juntava a ele no solo. Eles colheriam amostras, instalariam um pacote de experimentos em solo e deixariam na Lua também medalhas comemorativas em homenagem àqueles que deram suas vidas pela conquista da Lua — não só o trio da Apollo 1, mas também Komarov, que morreu em 1967 na Soyuz 1, e Yuri Gagarin, que morreu num acidente de avião em 1968. A corrida era entre americanos e soviéticos, mas, uma vez vencida por alguém, a vitória era de toda a humanidade. Também foram levadas mensagens de boa-fé de 73 líderes mundiais e um broche com um ramo de oliveira, um símbolo de paz.
    Aldrin foi o primeiro a retornar ao módulo lunar, seguido por Armstrong cerca de 40 minutos depois. No total, as atividades extra-veiculares duraram pouco mais de duas horas e meia.
    De volta ao módulo lunar, um período de descanso de sete horas, antes da decolagem. O módulo foi construído em duas partes — a de descenso e a de ascensão, com a primeira servindo de plataforma de lançamento para a segunda.
    Mesmo depois do pouso bem-sucedido, ainda havia tensão para a manobra. O presidente americano Richard Nixon já tinha até um discurso preparado por um assessor para o caso de haver fracasso na decolagem da Lua: “Esses bravos homens, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, sabem que não há esperança em sua recuperação. Mas eles também sabem que há esperança para a humanidade em seu sacrifício.”
    Felizmente não foi preciso ler diante do mundo a funesta mensagem. A decolagem se deu no dia 21 de julho, seguida pela acoplagem do módulo de ascensão com o Columbia, que àquela altura já havia dado 25 voltas ao redor da Lua.
    Com amostras e astronautas transferidos ao módulo de comando, o módulo de ascensão é descartado, para cair no solo lunar, e o motor do módulo de serviço é acionado para colocar a nave no rumo de volta para a Terra. Em 24 de julho, o módulo de comando se desprendeu do de serviço e reentrou na atmosfera terrestre, sendo recuperado no Oceano Pacífico. Fim da maior aventura já empreendida por seres humanos. Começo de uma série de incursões lunares.
    APOGEU E QUEDA DA ERA APOLLO (1969-1975)
    A Apollo 11 provou que era possível ir à Lua, e as missões seguintes provariam que seria possível fazer mais — e que o perigo ainda estava à espreita.
    A Apollo 12, que voou ainda em 1969, demonstrou a capacidade de pouso de precisão, descendo próximo ao veículo não-tripulado Surveyor 3. Os astronautas trouxeram de volta a câmera da sonda, para que a Nasa estudasse os efeitos do ambiente lunar sobre ela após alguns anos.
    A Apollo 13, em 1970, devia pousar, mas um acidente no meio do caminho quase levou à morte dos astronautas. O que os salvou foi o uso do módulo lunar como um “bote salva-vidas” e uma trajetória de retorno livre, a exemplo daquela adotada cautelosamente no lançamento da Apollo 11.
    A Apollo 14, em 1971, fez o que a Apollo 13 não conseguiu, e a 15 deu um salto qualitativo, com um módulo lunar atualizado e um jipe lunar dobrável, para dar maior alcance aos astronautas na exploração. Apollo 16 e 17, em 1972, também tiveram seus jipes, mas as missões lunares já não capturavam mais o interesse do público como antes.
    Harrison Schmitt estava visitando paisagens como esta com o Lunar Roving Vehicle da Apollo 17, mas o público nem ligava mais. (Crédito: Nasa)A corrida espacial chegava ao fim, a um custo extraordinário, e as missões Apollo 18, 19 e 20, embora planejadas, acabaram canceladas. A última espaçonave Apollo foi usada em 1975 para selar a paz entre americanos e soviéticos no espaço, num encontro em órbita com uma espaçonave Soyuz.
    Depois disso, a Nasa foi comandada a buscar meios de reduzir o custo de acesso ao espaço, e o resultado foram os ônibus espaciais, que voaram entre 1981 e 2011. Os russos envidaram seus esforços para desenvolver estações espaciais, como a Mir, e os dois programas se encontraram em definitivo com a queda da União Soviética e a formação do consórcio de construção da Estação Espacial Internacional, liderado por russos e americanos em parceria.
    Agora, com inovações tecnológicas e a aposentadoria dos ônibus espaciais, a Nasa fala novamente em voltar a Lua e talvez ir a Marte. Certamente, desta vez não será uma corrida, e sim um projeto de cooperação internacional, nos moldes da estação espacial. Mas os próximos capítulos certamente nos remeterão àquela era em que duas nações disputaram freneticamente a hegemonia no espaço e, com isso, catalisaram o que parecia impossível apenas uma década antes — levar humanos à Lua e trazê-los de volta em segurança.
    PERGUNTAS QUE INSISTEM EM NÃO CALAR
    1- Se realmente os americanos foram à Lua entre 1968 e 1972, por que jamais retornaram?
    São basicamente duas as razões. A principal é custo. Com o fim da corrida espacial, não havia motivação suficiente para gastar o que seria necessário para manter ou expandir o Projeto Apollo. Na verdade, o grande projeto seguinte adotado pelos americanos foi o dos ônibus espaciais, justamente na esperança de reduzir o custo das missões espaciais. Não deu certo, os ônibus, apesar de reutilizáveis, se mostraram caros demais, e por isso nunca sobrou dinheiro para sequer tentar uma volta à Lua – até agora. Recentes evoluções da tecnologia, como os foguetes reutilizáveis (e baratos) da SpaceX de Elon Musk, e novas diretrizes estratégicas, como a aposentadoria dos ônibus espaciais, humanos brevemente estarão de volta à órbita lunar. Certamente isso acontecerá antes de 2025.
    2- Quem filmou a descida de Neil Armstrong à superfície, se ninguém estava lá antes dele chegar?
    A câmera de TV era instalada do lado de fora do módulo lunar e era posicionada e ativada pelo astronauta na descida pela escada. Depois que ela foi ativada e controle da missão confirmou a recepção das imagens, Armstrong recebeu a autorização para descer os últimos degraus da escala e marcar sua bota no solo lunar.
    3- E as inconsistências nas imagens, que mostram a bandeira tremulando, sombras não paralelas e penumbra sem atmosfera?
    Essas ditas “inconsistências” na verdade são totalmente consistentes com a realidade lunar. Uma observação atenta das imagens mostra que a bandeira não tremula realmente, mas apenas balança respondendo à vibração do mastro conforme os astronautas a fincam no solo. As sombras são tão paralelas quanto possível num terreno irregular e acidentado. Qualquer observação de sombras sob o Sol, na Terra, mostrará que elas não se mostram paralelas sobre um terreno que não é plano. E é falsa a ideia de que a regiões não iluminadas diretamente pelo Sol deveriam ser completamente escuras na Lua. A questão da penumbra não tem nada a ver com a presença ou não da atmosfera, mas sim com a presença de fontes secundárias de luz. Quaisquer objetos que refletissem luz – como a superfície da Lua ou mesmo as roupas brancas dos astronautas – serviriam para iluminar parcialmente o ambiente na sombra.
    4- E aquele papo de a Nasa ter perdido as imagens da missão Apollo 11?
    Há um grande exagero nessa “perda”. As missões foram registradas com câmeras de filme fotográfico de altíssima qualidade, e nenhum dos vídeos ou fotografias obtidos assim foi perdido. A única coisa que a Nasa, por acidente, apagou foi a fita magnética que estava gravando o sinal original de TV recebido da Lua para a transmissão ao vivo. Uma estupidez, mas nada chocante, levando em conta que essas imagens já tinham baixa qualidade mesmo na versão original e se prestavam somente para exibição ao vivo. Ainda assim, a agência espacial americana fez grande esforço para “remasterizar” esse material, a partir de incontáveis cópias disponíveis em vários arquivos de TV espalhados pelo mundo, de forma que não há um segundo sequer da missão que não tenha seu vídeo hoje disponível.
    5- E a entrevista do Stanley Kubrick no YouTube dizendo que ele filmou a missão Apollo 11 num estúdio?
    Essa é uma das coisas mais bizarras da era “fake news”. O sujeito não se parece com Stanley Kubrick, não fala como Stanley Kubrick, mas tem gente que acredita que seja Stanley Kubrick. O mais engraçado é que no YouTube mesmo você pode encontrar trechos cortados dessa “entrevista” em que o diretor indica ao ator/“Kubrick” o que dizer e como se comportar para a câmera. É o nível de desonestidade típico dos negacionistas contumazes dos pousos lunares.
    6- Os cinturões de Van Allen impediriam qualquer missão além da órbita da Terra! Por isso, as missões são falsas!
    OK, vá dizer isso às tartarugas russas que viajaram na Zond 5 soviética e deram a volta na Lua em 1968! Na verdade, James Van Allen (e não Van Halen, pelamordezeus) era cientista envolvido com o primeiro satélite artificial da Nasa, o Explorer 1! Ele foi o responsável, em 1958, pela descoberta dos cinturões de radiação gerados pela interação do vento solar com o campo magnético da Terra, que já eram relativamente bem caracterizados na época das missões Apollo. Elas foram projetadas para reduzir ao mínimo a exposição dos astronautas aos cinturões, escolhendo o melhor ângulo para saída da Terra e fazendo a travessia rapidamente. Com efeito, medições foram feitas da exposição dos astronautas à radiação durante as missões e ficou constatado que nenhum deles chegou a sofrer exposições elevadas à radiação. (E temos de lembrar que a Estação Espacial Internacional rotineiramente cruza o mais baixo dos cinturões quando sobrevoa a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, uma região em que a radiação deles atinge altitude menor, por razões ainda pouco compreendidas. Ninguém morre de envenenamento radioativo lá.)
    7- E o jipe? Como podia caber o jipe grandão no módulo lunar?
    O jipe só compôs as missões Apollo 15, 16 e 17. Ele era dobrável e ia numa área de armazenamento do lado de fora do módulo lunar.



    Os astronautas treinaram na Terra para retirá-lo e desdobrá-lo, e há vídeos tanto do treinamento em solo como da retirada do jipe na Lua[/URL]. Não é um mistério que resista a uma simples busca de boa-fé no Google.





    8- Quem podia filmar a decolagem do módulo lunar se ninguém ficava na Lua?
    As decolagens só foram filmadas nas missões Apollo 15, 16 e 17, e o segredo para isso era o jipe, que tinha uma câmera, bateria e uma antena para comunicação com a Terra. Assim, a câmera podia ser controlada remotamente para acompanhar a subida do módulo de ascensão, e as imagens podiam ser enviadas para nós. O difícil era sincronizar o apontamento, por conta do atraso de mais de um segundo entre o comando ser transmitido daqui e chegar até lá. Ou seja, o controlador tinha de ordenar o movimento mais de um segundo antes para a gravação dar certo. E esse sucesso de sincronização só veio com a Apollo 17, num vídeo incrível que mostra o módulo subindo, subindo e subindo, bem mais que o teto de qualquer estúdio de Hollywood[/URL].



    9- Mas se havia esse atraso nas comunicações, como seria de se esperar, como podem os astronautas conversarem em tempo real com o controle da missão?
    Não podem, e não conversam. Há um atraso de alguns segundos entre perguntas e repostas, que pode ser notado com clareza nos áudios originais da Nasa. Às vezes, pelo atraso, eles falam uns por cima dos outros! Evidentemente, para apresentações em programas de TV, muitas vezes o silêncio é cortado para ganhar tempo e dar dinamismo à narrativa. Mas quem viu ao vivo sabe que havia atraso entre as falas. (Confira aqui uma recriação em tempo real do pouso da Apollo 11, que mostra isso!)
    10- Por que os astronautas parecem caminhar como se fosse um vídeo exibido em câmera lenta?
    A Lua tem gravidade que é um sexto da terrestre, o que exigiu adaptação dos astronautas para caminharem com mais eficiência por lá. Isso resulta nos movimentos observados. Não pense, contudo, que foi só glamour. Conforme as missões foram se sucedendo e os exploradores foram ganhando confiança, começaram a tentar movimentos mais casuais e não raro levaram capotes incríveis em solo lunar (como este da Apollo 16).



    Para se levantar, tinham de fazer manobras impensáveis – que nenhum truque de câmera lenta poderia reproduzir.
    11- Por que não há uma cratera sob o módulo lunar, uma vez que seu motor-foguete foi usado para o pouso?
    Os pés do módulo lunar tinham uma haste de quase 2 metros que sinalizava a proximidade com o solo para o desligamento do motor. Assim que ela tocasse o chão, uma luz de contato se acendia na cabine, e o motor era desligado. O último metro e meio de descida era feito em queda livre, com motor desligado. Ou seja, não houve grande exposição do solo à exaustão da tubeira. E o efeito foi ainda mais reduzido pelo fato de o módulo estar realizando um deslocamento horizontal até o momento do pouso.
    12- E por que os pés do módulo lunar não afundaram mais no solo, considerando que ele desceu em queda livre o último metro e meio?
    Cair na Terra é seis vezes mais agressivo do que cair na Lua. O incremento de velocidade pela gravidade lá era bem pequeno, e o módulo lunar em si pesava um sexto na Lua do que na Terra. Tudo isso contribui para não haver grande afundamento — apenas alguns centímetros — dos pés. Isso sem falar que as hastes de contato se colocavam por baixo dos pés no pouso, reduzindo ainda mais o quanto eles seriam capazes de afundar. (Repare no tamanho da haste e em como ela ficava sob o pé do módulo na foto que abre este texto!)
    13- E as estrelas, por que não há estrelas nas fotos?
    As câmeras fotográficas estavam reguladas para registrar os detalhes da superfície lunar, não as estrelas. Embora o céu seja escuro pela falta de atmosfera, é preciso lembrar que era dia na Lua, e o solo lunar brilhava vivamente refletindo a luz solar. Mais ainda os trajes brancos dos astronautas. A luz das estrelas era comparativamente muito mais fraca, e só registraria nas câmeras se o filme fosse exposto por muito mais tempo — e aí todas as imagens do solo lunar pareceriam ser um brancão estourado e indistinto. Confira o vídeo a seguir para entender melhor o que se passa.




    Acompanhe o Mensageiro Sideral no Facebook, no Twitter e no YouTube

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

  10. #680
    The All Seeing Eye Avatar de S.Templar
    Data de Registro
    Jul/2003
    Localização
    São Paulo - Brasil
    Mensagens
    31.634
    Valeu/SFA
    Recebidos: 15.904/993
    Dados: 5.245/656
    http://gizmodo.uol.com.br/google-str...internacional/


    Pra que treinamento? Explore agora mesmo a Estação Espacial Internacional no Street View

    Por: Andrew Liszewski
    21 de julho de 2017 às 11:04
    2








    Em algum momento entre suas fases de biólogo marinho e ninja profissional, você provavelmente sonhou ser um astronauta quando criança. Mas você já viu todo o trabalho envolvido em, de fato, se tornar um? Economize anos de treinamento G-force e macacões e pegue esse atalho para a Estação Espacial Internacional, que foi disponibilizada para um tour através do Street View, do Google Maps, nesta quinta-feira (21).




    Durante um passeio de seis meses como engenheiro de voo na estação espacial, o astronauta Thomas Pesquet, da Agência Espacial Europeia, foi alistado pelo Google para capturar as imagens panorâmicas necessárias do interior da Estação Espacial Internacional para adicionar o local ao Street View. Esse é normalmente um processo automatizado, usando uma plataforma multicâmeras gigante em cima de um carro, ou uma mochila pesada. Mas todo esse equipamento era pesado e caro demais para mandar para o espaço.
    Ao longo dos 16 anos que humanos têm habitado a estação espacial, várias agências espaciais construíram uma coleção impressionante de câmeras flutuando 402 km acima da Terra. Então, Pesquet usou essas DSLRs e outros equipamentos já na estação para documentar os 15 diferentes módulos que compõem a estação. Essas imagens foram enviadas para a equipe do Google Maps, que as juntou para criar esse tour visual que você pode curtir sem ter de lidar com os efeitos de desorientação da gravidade zero.
    [Google Maps – International Space Station via Google Blog]

    0 Not allowed! Not allowed!
    Intel Core i7 3960X|Asus X79 Rampage IV Extreme|2x EVGA GTX980Ti SC+ ACX2.0+ SLI|G.SKILL Ripjaws Z Series 16GB 2400 4x4GB|Corsair Hydro Series H100i w/ 4x Cougar Vortex CFV12HP Push/Pull|Samsung 840 Pro SSD 256GB + OCZ Vector SSD 256GB + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 64MB Cache + HDD Western Digital 2TB Caviar Black SATA 7200 32MB Cache + HDD Western Digital 320GB Caviar Blue + 2x HDD Seagate Barracuda 300Gb|Creative Recon3D Fatal1ty Champion|Samsung S23A550H 23" + S27A550 27"|Corsair AX1200i|Cooler Master HAF-X 942|Plextor PX-LB950SA|Logitech G910 Orion Spark Keyboard|Logitech G502 Proteus Core|Razer Firefly|Nostromo Speedpad n52|Logitech Orbit AF|Scythe Kaze Master Pro|Asus RT-AC68U|Razer Leviathan|Razer Carcharias



    Templar's Machine Reloaded (New)
    Templar's Machine Turbo (Old)
    "Give me chastity and give me constancy, but do not give it yet.".

    "Se roubam de mim, é corrupção. Se roubo dos outros, é jeitinho!" - HUEzileiros

Informação do Tópico

Usuários Navegando pelo Tópico

Existe(m) atualmente 1 usuário(s) navegando pelo tópico. (0 membro(s) e 1 visitante(s))

Regras de Postagem

  • Você não pode postar novos tópicos
  • Você não pode responder mensagens
  • Você não pode postar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •  
  • Código BB está Funcionando
  • Smilies estão Funcionando
  • Código [IMG] está Funcionando
  • Código [VIDEO] está Funcionando
  • O código HTML está Desativado