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Tópico: Segurança Pública - Discussões, dados e notícias

  1. #361
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    Essa foto do Freixo é real? Esses caras estão levando o que nessas bolsas compridas? Consolos de borracha para ministrar aulas de educação sexual?
    É real, armas certamente

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  2. #362
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    Armas: Estudo produzido por professor de Stanford não passa de ilusão



    Fonte: http://www.cadaminuto.com.br/noticia...assa-de-ilusao

    Nos últimos dias muitos amigos me enviaram uma reportagem publicada pela Vice que abordava um estudo da Universidade de Stanford que provaria que a ampliação do direito à liberação do porte de armas nos Estados Unidos estaria diretamente relacionada com o aumento de crimes violentos.

    Sempre que vejo uma matéria desse tipo já penso: “Bem, vamos ver onde está a mentira”. Desta vez não foi diferente. Entrei imediatamente em contato com o Professor John Lott, autor de diversos livros, entre eles Mais Armas, Menos Crimes e Preconceito Contra as Armas. O Professor apontou, de imediato, erros grotescos, distorções e falhas no modelo estatístico dos autores do tal estudo.

    Primeiramente é necessário verificar que o surgimento da pesquisa não foi aleatório e ocorre exatamente quando a NRA – National Rifle Association – está processando o estado da Califórnia por desrespeitar a Segunda Emenda à Constituição Americana. Para quem não sabe, tal emenda garante ao cidadão americano a posse e o uso de armas de fogo. Obviamente a tese já foi convenientemente anexada ao processo em uma clara tentativa de influenciar a decisão da Suprema Corte.

    Dentre os diversos problemas encontrados nas análises nada imparciais, temos a escolha, digamos, criteriosa de apenas alguns tipos de crimes, exatamente aqueles onde encontra-se um suposto crescimento após a aprovação de legislações mais permissivas ao porte de armas, e a exclusão, mui conveniente, de outros tipos como, por exemplo, o estupro, que aparece entre os crimes que mais reduziram, exatamente por conta da possibilidade de defesa das mulheres que hoje já somam 26% (2) de todos os portes de armas emitidos.

    Tudo bem… Imaginemos que o estudo estivesse realmente certo e que as leis menos restritivas fossem responsáveis pelo aumento dos homicídios e de outros crimes cometidos com armas de fogo. A única possibilidade de tal fato acontecer é se os detentores do porte de armas estivessem cometendo esses crimes, correto? Porém, como aponta John Lott, isso simplesmente não está acontecendo. Vejamos abaixo alguns exemplos interessantes e que desmentem a causalidade entre liberação do porte e aumento desses crimes.

    Minnessota nos anos 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 e 2010 não teve um único porte de armas revogado porque o seu detentor foi condenado por assalto. Para melhor ilustrar, nenhum dos mais de 7.000 assaltos cometidos em 2015, nenhum, absolutamente nenhum, foi cometido por pessoas legalmente armadas.
    Parece-me bastante lógico imaginar que ninguém que pretenda cometer um crime requisitará um porte legal para isso, mas é sempre bom explicar...

    E outros tipos de crimes? São cometidos por detentores de porte? Sim, porém são estatisticamente desprezíveis. Em 2015, no estado de Luisiana, foram registrados 25.208 crimes violentos, dentre esses apenas dezenove eram detentores de porte de armas e – atenção – nem todos os crimes envolveram armas, muitos acabaram em absolvição, como, por exemplo, cidadãos que agiram em legítima defesa. Mesmo que todos os dezenove crimes acabassem em condenação e estabelecimento da culpa, estamos falando de uma porcentagem de 0,08% dos crimes violentos.

    Os autores do estudo de Stanford afirmam que neste ano – 2015 – os crimes violentos cresceram 15,4% após aprovada a lei que liberou o porte. Como pode, então, 0,08% significar um crescimento de 15,45? Não pode! É impossível! Simplesmente não há como estabelecer um nexo causal entre uma coisa e outra!

    Outro ponto importantíssimo é que mais de 70% dos condados que entraram no estudo tiveram nos últimos anos taxa zero de homicídios.
    Neste caso, o correto seria descartar esses condados do estudo comparativo, pois, por um lado, é impossível que se tenha uma taxa negativa de homicídios e, por outro lado, se houve um único homicídio, mesmo que sem qualquer relação à legislação permissiva, isso causaria profundo impacto na análise.

    Em resumo, nestes condados, é possível medir o crescimento, mas é impossível medir o decréscimo nos homicídios já que ele nunca ocorrerá e isso fere qualquer possível credibilidade das afirmações feitas pela “pesquisa”. Credibilidade que já não é das melhores, uma vez que erros no modelo estatístico e falsidades contidas em estudos passados dos mesmos autores jamais foram respondidas, mas simplesmente repetidas nesse “novo estudo”.

    Como bem disse Lott em seu último artigo , a imprensa não pensa duas vezes em confrontar qualquer pesquisa que aponte os benefícios das armas na mão da população, mas faz exatamente o contrário quando o sentido é inverso. Há muito mais semelhanças entre a imprensa tupiniquim e a Yankee do que sonha nossa vã filosofia.

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  3. #363
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    Pesquisa confirma que maioria dos brasileiros quer o fim de qualquer restrição às armas de fogo

    Fonte: http://www.cadaminuto.com.br/noticia...-armas-de-fogo



    De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, quase 70% dos brasileiros querem menos restrições para aquisição e porte de armas de fogo, destas, 52,7% se mostraram favoráveis ao fim de qualquer restrição.

    Conforme nota enviada pelo Instituto, para a pesquisa foi utilizada uma amostra de 2.640 brasileiros. A pesquisa foi realizada a partir de questionário ONLINE (encaminhados à base cadastrada do Grupo Paraná Pesquisas), entre os dias 21 e 24 de agosto de 2017. Tal amostra representativa do território nacional atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0% para os resultados gerais.

    O resultado que pode indicar um crescimento desse posicionamento desde a realização do referendo de 2005 onde 63,94% votaram não à proibição do comercio legal de armas de fogo, esse crescimento é bastante perceptível para quem acompanha de perto o assunto e se traduz basicamente pela descrença – verdadeira! – de que o Estatuto do Desarmamento e suas restrições quase intransponíveis não refletiram em mais segurança. Se em 2005 a lei recém aprovada ainda gerava alguma esperança de sucesso isso é cada vez menor hoje.



    Outro ponto que deve ser levando em conta é o crescimento do grau de conscientização sobre o assunto que ocorre graças às redes sociais, alguns veículos de imprensa que começam a se posicionar contra o malfadado Estatuto e a publicação, nos últimos anos de livros sobre o tema, em especial pela Vide Editorial que nos últimos dois anos publicou três títulos sobre o tema entre eles o Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento que nesta semana foi o segundo livro mais vendido na gigante Amazon.

    Dos dados, o que mais me chamou a atenção é de que a maioria dos entrevistados se mostrou favorável ao fim de qualquer restrição. A resposta para esse posicionamento é simples: todas a restrições existentes até hoje no Brasil fracassaram em retirar dos criminosos o acesso às armas de fogo e isso leva à conclusão – correta – que tais restrições, por si, não são capazes de “desarmar” os criminosos. Algo do tipo: “se o bandido não tem qualquer restrição para comprar qualquer tipo de armas, porque o cidadão tem?”

    A pesquisa torna-se uma forte ferramenta de apoio ao PL 3.722/12 do deputado Rogério Peninha que tramita na Câmara e que revoga a atual Lei 10.826/03 substituindo-a por uma legislação mais moderna e adequada não só ao que quer a população, mas também à necessidade urgente de se devolver ao cidadão o seu direito de defesa.

    A integrada pesquisa que também trata de migração e mostra que a maioria dos brasileiros apoia o controle de quem pode entrar no Brasil está disponível aqui: http://www.mvb.org.br/userfiles/Parana_pesquisas.pdf

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  4. #364
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    A Pauta Participativa é uma forma de você ajudar a Câmara a definir a prioridade de votações dos projetos.


    https://edemocracia.camara.leg.br/pautaparticipativa/




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  5. #365
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    A liberação do 9mm e o besteirol dos “especialistas” brasileiros

    Fonte: http://www.cadaminuto.com.br/noticia...s-brasileiros#



    A “Folha de São Paulo” e o jornal “O Globo”, entre outros, publicaram reportagens falando sobre a liberação do calibre 9mm para policiais civis e militares pelo Exército, liberação digna de nota e aplausos por qualquer um que saiba o mínimo sobre balística, armas, munições e suas aplicabilidades. Confesso que quando comecei a ler as matérias tive a impressão de que os policiais poderiam andar com famigerados lança-chamas, mísseis terra-ar ou armas nucleares, tamanho o sensacionalismo e o grau de profundo desconhecimento apresentado pelas fontes dos jornais.

    Comecemos pelo título da matéria da Folha que, à guisa de caçar cliques, expressa uma tremenda inverdade. O que foi liberado para uso dos policiais não foi uma “arma do exército”, mas, sim, um calibre que sequer é de uso exclusivo das Forças Armadas, pois há tempos é usado por policiais federais e, mais recentemente, até por atiradores desportivos. Inclusive só é possível falar em “arma do Exército” ou das Forças Armadas no sentido de propriedade, uma vez que o Exército apenas adota certos tipos de armas e calibres, portanto um título honesto para a matéria seria: “Exército libera calibre 9mm para policiais estaduais”. Tão simples…

    A ideia exposta em ambas reportagens de que o 9mm é um dos calibres mais letais do mundo não passa de bobagem sensacionalista. Ora, o 9mm não é mais ou menos letal do que os calibres .40S&W, .45ACP ou o .357 Magnum (estes dois últimos os meus prediletos para defesa), que já estavam liberados para uso particular de policiais e outras categorias!

    Bom, primeiramente temos que entender o motivo de existir restrições de calibres no Brasil, fato que já abordei em incontáveis palestras, artigos, entrevistas e no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, de qual retiro o seguinte trecho:

    “Getúlio Vargas ainda enfrentaria mais uma situação de confronto bélico, na revolução de 1932. Mas desta vez seria contra o estado mais rico da federação, São Paulo, que contava com uma força policial equipada com fuzis Mauser, metralhadoras Madsen, carros de combate, canhões e até mesmo alguns aviões de guerra. Além da Força Pública do Estado de São Paulo, os paulistas contavam com todas as organizações militares do exército brasileiro sediadas em seu estado, e com a ajuda de milhares de voluntários, que levaram suas próprias armas para o campo de batalha. Depois de 87 dias de duros combates, o governo de Vargas conseguiu vencer a guerra paulista, encerrando assim o último conflito armado ocorrido em território brasileiro. Mas a mensagem que ficou é muito clara: os paulistas não teriam sequer ousado levantar-se contra a ditadura de Vargas sem o armamento que tinham. Pouco tempo depois, em 6 de julho de 1934, o governo baixou o Decreto 24.602, criando as restrições de calibres e de armamentos, tanto para os cidadãos civis como para as polícias. É por consequência desse decreto que as polícias estaduais necessitam hoje da permissão do exército para comprar fuzis e armas de maior calibre, e frequentemente combatem os criminosos com equipamento inferior em poder de fogo.”


    Comparação visual entre os calibres. O .380 é o único
    desses liberados para uso civil no Brasil.

    No caso do 9mm, especificamente, o Exército decidiu por maiores restrições e o elegeu, na época, como calibre de uso exclusivo das Forças Armadas. E por qual motivo? Calibre que mata mais? Que atravessa trilho de trem? Que fura blindagem? Que derruba avião? Que pode tirar a terra de órbita tamanho seu poder? Nada disso! A lógica era que em casos de revoluções ou guerrilha – como a de 32 e a de 64 – mesmo que os guerrilheiros e revoltosos tomassem as armas de militares em ações, estes teriam dificuldade logística para conseguir munição… Tese que se mostra insustentável com a passada de olho em qualquer notícia sobre apreensão de armas e munições nas favelas cariocas ou de quadrilhas de São Paulo. Na prática, o 9mm, o 7,62mm, o 5,56 mm e até o calibre .50BMG se tornaram de uso exclusivo das Forças Militares e dos bandidos.

    No fundo, o calibre 9mm é tão somente um bom calibre para uso militar, policial e civil, coisa absolutamente corriqueira em diversos países do mundo como Estados Unidos, Suíça, Argentina e Uruguai, entre tantos outros. Criado por Georg Luger lá pelos idos de 1900 para uso militar na Alemanha, tinha limitações para uso policial e para defesa uma vez que, na época, o limitante para a desenvoltura do calibre incluía apenas o peso do projétil e a carga de pólvora, sendo que a configuração deste era sempre do tipo “totalmente jaquetada” o que, de fato, em certas circunstâncias, pode causar um “excesso” de penetração e baixa efetividade contra alvos humanos quando se fala em tirar o mais rápido o seu oponente de ação. Mas isso não é mais realidade! Quem continua afirmando sobre a “super-mega-blaster-penetação” de um disparo de 9mm está repetindo lendas criadas há mais de cem anos atrás!


    Teste balístico mostrando que a penetração entre
    os calibres citados é praticamente a mesma.

    A escolha do calibre .40S&W – que as reportagens fazem parecer um .22LR em comparação ao 9mm – é bastante discutível. Explico: a escolha ocorreu no final da década de 90 quando se chegou à conclusão – correta – de que os velhos e confiáveis revólveres .38SPL, empregados por praticamente todas as forças policiais do Brasil, já não eram páreo para o armamento mais sofisticado e moderno que começava a chegar nas mãos da criminalidade. Ao contrário do que se pode imaginar, a escolha ocorreu muito mais por “moda” do que por questões técnicas, e que pese que o 9mm era carta fora do baralho por conta da negativa do Exército em liberar esse calibre para uso policial.

    O desenvolvimento do calibre .40S&W ocorreu após o trágico incidente em Miami, em 1986, envolvendo assaltantes de banco e agentes federais americanos, o qual resultou na morte de dois agentes e ferimento em outros cinco. Os dois criminosos, mesmo baleados diversas vezes, seguiram atirando. A necropsia em Michael Platt, um dos criminosos mortos, constatou que o primeiro tiro que ele levou parou a apenas alguns centímetros de seu coração. Esse disparo, se efetivo, teria salvado a vida dos dois agentes mortos. Qual calibre o FBI utilizava? 9mm!!! Entenderam? O tal calibre que, de acordo com a imprensa nacional, o ouvidor da polícia militar de São Paulo e o Coronel José Vicente, pode atravessar e matar várias pessoas com um único disparo não foi capaz de atingir o coração do criminoso! Explicarei mais à frente o motivo disso ter ocorrido.

    Após a terrível ocorrência, o FBI imediatamente iniciou a busca de um calibre novo, que tivesse a massa do projétil próxima do vetusto .45ACP e com a velocidade do 9mm. O primeiro calibre a surgiu foi o 10mm, que rapidamente se mostrou excessivamente forte para o uso policial – o pronunciado recuo praticamente inviabilizava tiros rápidos e precisos. Surge, então, o .40S&W, uma versão “fit” do 10mm, que foi adotado imediatamente pelo FBI. Bum! Praticamente todas as agências policiais americanas migraram para o novo calibre e essa migração, óbvio, foi seguida por órgãos de segurança do mundo todo, incluindo o Brasil. Honestamente eu nunca tive simpatia pelo calibre que se propunha a ter o que havia de melhor no .45ACP e 9mm, mas, para mim, acabou como o pato que nada, voa e anda, mas não faz nenhuma das coisas direito. Opinião pessoal, devido ao recuo maior que o .40, sem a massa do .45 e ainda por cima trabalhando no limite de pressão 100% do tempo.


    Um bom filme sobre o episódio.
    É possível encontrá-lo no Youtube

    Prova que o calibre .40S&W é tão somente mais um bom calibre é que o próprio FBI retornou ao uso do 9mm em 2015! A agência constatou que no episódio do tiroteio de Miami o erro não era do calibre, mas, sim, da configuração do projétil que expandia violentamente e não penetrava o suficiente. A escolha dessa configuração à época se deu por um dos mitos que sobrevive até hoje e que foi citado pelo Coronel José Vicente, provando sua total desatualização sobre o assunto: o inexistente fator de “Stopping Power”! Toscamente explicando, seria a capacidade de parar o oponente com apenas um disparo. O problema é que tal tese levava em conta uma inexistente transferência de energia para o alvo e, para que essa transferência ocorresse com mais eficácia, o projétil deveria ser veloz e expandir violentamente contra o alvo. Com essa configuração, “tchau penetração”, exatamente o problema letal enfrentado pelos agentes em Miami.

    Bom, o texto já está bastante longo e acredito que entrar em mais detalhes poderia ser cansativo. Como explicação aprofundada dos aspectos técnicos que levaram o FBI a readotar o 9mm, convido você, leitor, a visitar o artigo “9mm, .40 ou .45? FBI decide pelo uso do calibre 9mm, veja o porquê”, autoria do agente da polícia federal, Hugo Cordeiro. A leitura é benéfica para entender a quantidade de asneiras que estão sendo ditas e repetidas sobre essa questão! Vale a pena também acompanhar no Instagram o instrutor e policial federal, Paulo Bedran (@paulobedraninstrutor), e o blog “Sobrevivência Policial” do amigo Humberto Wendling!

    Agora encerrando, juro(!), vejo a liberação do calibre com ótimos olhos! Primeiramente mostra que o Exército começa a rever a ideia ultrapassada e fruto de um ditador. A liberação abre, quiçá, a possibilidade de que as Instituições policiais possam adotar institucionalmente o calibre que traz claras vantagens sobre o .40S&W, entre elas: menor peso das armas, mais munição por carregador, treinamento mais fácil por conta do menor recuo e, o principal, a possibilidade de sequências mais rápidas e mais precisas, o que pode significar a diferença entre a vida e a morte do policial!

    Enquanto a imprensa segue desinformando, o ouvidor da Polícia Militar de São Paulo segue preocupado com a letalidade policial e o Coronel José Vicente segue passando dados errados sobre armas e munições, os polícias seguem morrendo e as viúvas e órfãos seguem chorando. Os criminosos? Esses seguem comemorando o apoio ao desarmamento e às leis restritivas.

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  6. #366
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    65% dos brasileiros são favoráveis ao acesso facilitado a armas de fogo

    Números podem ser reflexo do recrudescimento de um discurso mais intolerante em relação à criminalidade

    Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/justi...ff4dq671525zis



    Num momento em que o Brasil vive forte crise de segurança pública, com um policial morto a cada dois dias no Rio de Janeiro (RJ), mais da metade dos brasileiros se diz favorável ao acesso facilitado a armas de fogo. Enquanto 13,9% dos cidadãos acredita que as restrições ao acesso de armas no Brasil deveriam ser menores, 52,7% afirma que tais limitações nem deveriam existir. É isso o que aponta pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 21 e 24 de agosto.

    O instituto ouviu 2.640 pessoas, de todas as regiões do Brasil - com amostra que atinge grau de confiança de 95%. Dentre as pessoas ouvidas, 22,4% acreditam que as limitações às armas deveriam ser ainda maiores, enquanto 8,6% pensam que as proibições deveriam continuar como estão.

    Sobre o fim das limitações, há mais homens do que mulheres favoráveis: 62,1% dos entrevistados do sexo masculino concordam com a afirmação de que “as restrições/limitações não deveriam existir, a população deveria ter acesso às armas para se defender”, enquanto entre a parcela feminina consultada a taxa fica em 44%.

    A taxa mais velha da população também é mais reticente sobre o fim das restrições. 44,3% dos entrevistados com 60 anos ou mais concordam com a afirmação. Quanto aos entrevistados que têm de 25 a 34 anos, 56% pensam que a população deveria ter acesso às armas sem vetos.

    Descrença dos brasileiros em relação à legislação vigente


    Presidente do Movimento Viva Brasil (MVB), que defende as armas de fogo como elemento necessário ao exercício eficaz do direito à legítima defesa, Bene Barbosa aponta que tudo indica que o número de brasileiros favoráveis a restrições menores na aquisição de armamento cresce desde 2005, quando foi realizado no país o referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições.

    Na ocasião, os brasileiros foram consultados a respeito da inclusão no Estatuto do Desarmamento do seguinte artigo: “é proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6° desta Lei [que fala de sujeito como os integrantes das Forças Armadas e dos órgãos policiais]”. 63,94% dos eleitores foram contrários ao texto.

    No entendimento de Barbosa, os números refletem a descrença dos brasileiros em relação à legislação vigente, de que as restrições trazidas pelo Estatuto do Desarmamento não refletiram mais segurança. O presidente do MVB também diz acreditar que as limitações não dão conta de retirar dos criminosos o acesso às armas de fogo. “Se o bandido não tem qualquer restrição para comprar qualquer tipo de arma, por que o cidadão tem?”, indaga Barbosa.

    O porta-voz do Instituto Sou da Paz, ONG que atua com foco na redução a violência no Brasil, Felippe Angeli, em contrapartida, afirma que esse tipo de argumento não é válido. Segundo Angeli, o bandido, por natureza, não segue a lei. “É a mesma lógica de dizer que não se deve proibir o homicídio porque os assassinos vão matar de qualquer forma”, afirma. Sobre a parcela da população que gostaria de uma menor restrição na legislação ligada a armas, o porta-voz da ONG diz ser fruto do recrudescimento de um discurso mais intolerante em relação à criminalidade, da ideia de que “bandido bom é bandido morto”.

    “Alguns campos políticos propõem que a segurança pública seja mais autoritária, mais violenta, e isso encontra eco em alguns setores da sociedade”, aponta Angeli, lembrando que se propõe a revogação do Estatuto do Desarmamento. Na visão dele, porém, a solução é falaciosa. “As pessoas imaginam que vão viver em um filme, que vão trocar tiros com bandidos nas ruas e vão ter sucesso. Não é assim”, afirma.

    Fim do Estatuto?


    Tramita no Congresso o Projeto de Lei (PL) 3.722/2012, de autoria do deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC). O texto revoga o Estatuto do Desarmamento e introduz novos critérios para a compra, a posse e porte de armas e munição no país.

    Atualmente, apenas pessoas acima de 25 anos podem comprar uma arma, desde que não tenham antecedentes criminais e não estejam sendo investigadas por crimes.

    A decisão sobre conceder o direito à posse ou não fica a critério do delegado da Polícia Federal (PF) que avaliar o pedido. O porte é concedido apenas em casos excepcionais.

    A proposta pretende acabar com a discricionariedade da PF, tornando obrigatória a concessão do porte a quem se enquadrar nos requisitos exigidos, que também podem mudar. A idade mínima para comprar armas passa a ser 21 anos, e pessoas com antecedentes por crimes culposos ou investigadas por crimes que não sejam dolosos contra a vida também poderão comprar armas. O porte deve passar a ser concedido mais amplamente.

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    Processador: i5 6600k Skylake | Cooler: Cooler Master Hyper 212x | Placa mãe: ASRock Fatal1ty Z170 Gaming K6 | Memória: 2x Kingston HyperX Fury DDR4 8gb 2133mhz - HX421C14FB2/8 |Placa de vídeo: Gigabyte GTX 770 WindForce OC 2 GB | HD: Western Caviar Blue 1 TB - 7200 RPM - 64 mb - SATA III | Fonte: Corsair TX750w V2 | Gabinete: NZXT Source 530 Full Tower |
    Ventoinha: 9x Cooler Master SickleFlow X 120mm / 12cm - 2000 RPM | Mouse: Logitech G502 | Teclado: Logitech Deluxe Desktop PS2 | Microfone: Zalman Zm-Mic1


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